sábado, 27 de novembro de 2021

Vergonha Nacional: Maranhão tem maior perda de qualidade de vida e é o pior do Brasil em tudo

 


O Maranhão é o estado com maior perda de qualidade de vida e o pior desempenho socioeconômico do país. É o que apontam dois novos indicadores apresentados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) mostra que em área rural há maior perda da qualidade de vida que na urbana. Já o Índice de Desempenho Socioeconômica (IDS) aponta que apenas nove unidades da federação têm situação melhor que a média nacional, estando o DF no topo do ranking e o Maranhão, na lanterna.

Maranhão tem o pior desempenho socioeconômico, segundo o IBGE (Foto Reprodução)

De acordo com o IBGE, os novos indicadores seguem recomendações das nações unidas e utilizam uma série de variáveis coletadas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Nesta primeira edição dos dois índices foram usados os dados levantados pela pesquisa realizada entre 2017 e 2018.

As medidas do IPQV vão de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de zero, menor a perda. Ao final de 2018, o IPQV do Brasil era de 0,158.

Em área urbana o índice foi melhor que a média nacional, ficando em 0,143. Já na área rural, onde vive cerca de 15% da população, a perda de qualidade de vida era maior, já que o índice ficou em 0,246.

Regionalmente, Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram IPQV melhor que o nacional, enquanto Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram índices piores que a média nacional. Já o Centro-Oeste (0,159) ficou muito próximo do geral do país.

A faixa com menor perda de qualidade de vida concentrava 13,7% da população brasileira, enquanto a faixa com mais perdas reunia 10,3%. A maior parte dos brasileiros se encontra na zona intermediária de qualidade de vida.

O IBGE observou que famílias cuja pessoa de referência era homem apresentaram menor perda de qualidade de vida, com um IPQV de 0,151, contra 0,169 nas famílias lideradas por mulheres.

Já nas famílias com a pessoa de referência preta ou parda (0,185), a perda de qualidade de vida era 17% maior que naquelas com a pessoa de referência branca (0,123).

Entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão (0,260) mostrou as maiores perdas de qualidade de vida e Santa Catarina, as menores (0,100).

(Com informações do Portal G1)

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