quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aliados a Lobato querem formar grupo para exterminar. Vereadores da oposição correm perigo de vida em Santa Helena

Denúncias. Um grupo formado por pessoas ligadas diretamente ao prefeito do município de Santa Helena , estariam se articulando para montar uma espécie de consórcio com a intenção de exterminar vereadores que se opõem a administração no município.Uma reunião já teria acontecido dentro da própria prefeitura.
Os boatos se espalharam pela cidade e chegaram até a câmara de vereadores. Os parlamentares, que supostamente seriam alvos, se pronunciaram sobre o assunto.
Não é de hoje que a política no município é tratada com violência. Desde o início do mandato do prefeito Lobato, o grupo do prefeito vem transformando a cidade em uma terra sem lei. Desrespeitando autoridades, ameaçando pessoas e fazendo badernas por onde passam.
Assessores e secretários de Lobato são temidos e odiados pelos helenenses. A população está em estado de choque, mas já era de se esperar situações como essa.
Como tem denunciado e chamado a atenção das autoridades da justiça, este blog confirma: se alguma tragedia acontecer de mal aos vereadores ou a outros cidadãos de bem de Santa Helena, será na maior parte culpa do MP de Santa Helena que a pesar das muitas denuncias e abusos cometidos pela administração municipal nunca tomou nenhuma providencia!

TRE confirma inelegibilidade de Luciano Genésio até 2020

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou hoje (22), por 4 votos a 3, embargos de declaração interpostos pelo suplente de deputado estadual Luciano Genésio (SDD) e manteve a inelegibilidade do ex-candidato a vice-prefeito de Pinheiro até o ano de 2020.
O TRE julgou procedente, em novembro do ano passado, ação em que Genésio e o ex-prefeito de Pinheiro Zé Arlindo (PSB) – eles formaram chapa juntos na eleição de 2012 – são acusados de haver usado a realização do carnaval da cidade para promover o número do então candidato à reeleição.
Genésio tentou mudar o resultado do julgamento com os embargos. Com a rejeição pela Corte, ele ainda pode recorrer ao próprio TRE e, se perder novamente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Câmara afasta prefeita de Bom Jardim

A Câmara Municipal de Bom Jardim afastou na manhã desta terça-feira (22) a prefeita Lidiane Rocha (PRB) do cargo por 90 dias. A decisão visa a facilitar o andamento dos trabalhos de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Casa para apurar denúncias de improbidade administrativa.
Além do afastamento, os vereadores da cidade procederam à imediata posse da vice-prefeita, a ex-deputada estadual Malrinete Gralhada (PPS).
Segundo o presidente da Câmara, vereador Silvano Andrade (PSB), Lidiane Rocha foi afastada depois que a CPI constatou irregularidades na compra, pela Prefeitura, de um terreno do marido da prefeita, Beto Rocha, supostamente para a construção de uma creche que nunca saiu do papel. O terreno tem 3.000m² foi adquirido pelo valor de R$ 150 mil.
“Constatamos também uma verdadeira farra de combustíveis, com a emissão de notas para vários carros de particulares, inclusive de cantores de banda e BMW de parentes da prefeita”, disse o parlamentar.
Se a justiça funcionasse em todos os municípios com todas as irregularidades sendo combatidas, muitos prefeitos já estariam afastados do cargo. Na Baixada seria a maior parte!

Joaquim Haickel e os cenários eleitorais de 2014 Trabalhando na Páscoa



Muitas coisas importantes ainda estão por acontecer nestes cinco meses que antecedem a eleição de outubro próximo. Gostaria de comentar hoje sobre três delas. Coisas como uma importante e necessária reforma política que deve ser implementada logo. É lógico que isso deve acontecer em comum acordo com a governadora, com o candidato a governador e principalmente com os políticos.
Nesse ponto é necessário dizer que não adianta falarmos agora dos erros cometidos até aqui, eles são importantes principalmente para que nos lembremos que não podemos repeti-los e que devemos remediá-los de forma eficiente, eficaz e efetiva.
É in-dis-pen-sá-vel que a governadora Roseana deseje fazer isso. Que ela se disponha a realizar ações que possam aproximar o governo dos partidos e estes da população. É indispensável que os políticos entendam que eles são importantes, mas que eles não podem acarretar dificuldades neste momento, devem ser a solução, na melhor concepção da palavra.
Nesse intuito, partidos que não tiverem guarida na chapa de Dino podem ser guinados ao governo.
Imagine a decepção do PDT se não indicar o vice? Ou do PSDB? Como fica a Eliziane se não figurar na composição? Até mesmo partidos da nossa base precisam se sentir mais motivados.
Motivação é o que parece ter mudado nesse quadro atual. Há um clima de entusiasmo que pode e deve contagiar a todos que pretendem fazer uma renovação verdadeira em nosso grupo e em nosso Estado.
É nessa hora que o governo pode ampliar a base de apoio ao seus candidatos majoritários.
Ações como estas podem ser realizadas desde logo nas seguintes secretarias, principalmente por algumas delas estarem sendo ocupadas interinamente: Educação, Cidades, Infraestrutura, Segurança, Assuntos Políticos, Gestão e Previdência, Trabalho, Assuntos Estratégicos, Programas Especiais, Representação Institucional, Juventude, e Políticas Públicas.
Outra importante ação que deverá ser realizada é a formação da chapa majoritária. Existem pelo menos três cenários que devem ser analisados e considerados.
Cenário 1. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo); primeiro suplente: do PMDB (João Abreu); segundo suplente: do PMDB ou do PTB (?).
Esse é o cenário que está previsto inicialmente, mas que pode ser mudado, principalmente porque o PT vislumbra a possibilidade de trocar o cargo de vice pelo de primeiro suplente de senador, como veremos no exemplo abaixo.
Cenário 2. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PMDB (João Abreu); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo Melo); primeiro suplente: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); segundo suplente: do PMDB ou do PTB (?).
Nessa opção o PT, caso efetive-se a troca da vice pela primeira suplência de senador, poderá acabar tendo um senador a mais no Congresso. Se o candidato ao Senado for alguém que possa ser guinado a uma secretaria de estado ou a um ministério, o caminho fica livre para a realização desse intento.
Cenário 3. Governador: do PMDB (Lobão Filho); vice: do PDT, do PPS ou do PSDB (?); senador: do PMDB (Luís Fernando, Gastão ou Arnaldo); primeiro suplente: do PT (Zé Carlos, Helena, Monteiro ou ?); segundo suplente: do PDT ou do PPS, ou do PSDB (?).
Nessa hipótese se sacrificaria mais uma vez o excelente quadro João Abreu, em nome de uma melhor possibilidade de vitória. Infelizmente, mas é do jogo!
No caso de um acordo com o PPS de Eliziane, pode ser feito um acordo que envolva também a eleição de prefeito de São Luís em 2016, já que ela precisa de apoio e nós precisamos de um bom candidato.
Aquilo que parece pequeno ou pouco importante acaba se notabilizando como as melhores soluções. Só precisa ser cogitado e conversado. A conversa é a base de toda boa decisão, seja na política ou em qualquer outro setor da vida.
Boas coligações podem viabilizar as candidaturas de deputados federais e estaduais, fazendo com que estes se sintam mais à vontade de coligar-se a um grupo onde suas chances de eleição sejam maiores, logo este é um outro bom atrativo.
Vejamos algumas das possíveis coligações para deputado federal:
Governo 1: PMDB / PV / PRB / PTB / PRP / PEN / PSD/ ??? (6);
Governo 2: PT / PSL / PR / PSC / PDT ou PPS ou PSDB / ??? (5);
Governo 3: PT do B / PTN / PRTB / PMN / PHS / DEM / PSDC / ??? (2);
Oposição 1: PC do B / PSB / PP / SD / PTC / PROS / ??? (5);
Oposição 2: PSOL / PCB / PSTU / ??? (0);
Não vou fazer nenhuma análise sobre as possíveis coligações para deputado estadual, pois elas carecem de estudos muito pontuais e minuciosos que podem ser decisivos nestas opções.
Já disse várias vezes que os ensinamentos do grande filósofo do futebol Neném Prancha são maravilhosamente bem aproveitáveis na política: quem pede, recebe, quem se desloca tem preferência. Significa dizer que quem não pede não recebe, quem não conversa não amplia seus apoios. Quem não se movimenta, não é visto e quem não é visto não é lembrado.

García Márquez, habitante da solidão

Coluna do Sarney
Em 1969, Nestor Jost, então presidente do Banco do Brasil, passando por São Luís, disse-me que tinha saído um livro de grande sucesso de um desconhecido escritor colombiano, García Márquez, com o título de Cem Anos de Solidão. Não sabia que Jost gostava de leitura, ele que era um homem de finanças. Mandei buscar no Rio de Janeiro. Fiquei fascinado com o livro, era alguma coisa de diferente, a cidade Macondo seria incorporada na geografia do mundo, onde a solidão e o mágico se entrelaça-vam com essa figura notável de Aureliano Buendía.
Tornei-me seu devoto e passei a ser um leitor compulsivo de autores latino-americanos. Descobri que Macondo tinha um antecedente em Juan Rulfo, o precursor do realismo mágico, com a sua Comala, de Pedro Páramo. Já tinha lido La Vorágine, de José Eustasio Rivera, outro livro notável sobre a selva amazônica, além de Casas Muertas, de Miguel Otero Silva e toda a obra de Rómulo Gallegos, na qual se destaca a obra prima, Doña Bárbara, “labonguera”. Verifiquei então que García Márquez vinha na explosão dessa temática que eu desconhecia e que veio a ser o boom da literatura americana e sua marca, depois de Cem Anos de Solidão. Borges dizia que era um grande livro, mas tinha cem páginas a mais. Dor de cotovelo do Nobel. Depois veio Amor em Tempos do Cólera, de que o autor disse ser o seu livro que ficará — com o que eu concordo, pois sua estrutura, construção e personagens já encontram um autor amadurecido, genial, dono de todas as maravilhas infernais do escrever.
García Márquez tem dois temas dominantes em sua obra, a velhice e a morte, filhas da solidão. Ele não escreve sobre a solidão. Ele cria a solidão, recria, implanta, faz-lhe agonia e dor.
Tive duas oportunidades de conviver intensamente com García Márquez. Em 1991,quando com ele fiz parte durante dois anos, nas Nações Unidas, do Comitê de Meio Ambiente para América Latina e Caribe. Entre nossos trabalhos estava o de preparar o documento daquele órgão para a Conferência Ecológica do Rio 92. Para redigir o prefácio do documento foi constituída uma comissão formada por García Márquez, Rafael Caldera e por mim. Recusei-me a fazer parte, argumentando que García Márquez era a Comissão e só ele devia escrevê-lo. Certa noite, recebi um fax seu perguntando-me se a datação da cerâmica marajoara era de 6 ou 8 mil anos. Respondi-lhe que havia controvérsia, mas ele era o nosso Zeus e podia dar qualquer data que era essa a verdadeira.
Outra oportunidade foi quando foi fundado em Caracas, nas comemorações dos 500 anos da Descoberta da América, um comitê dos intelectuais da América Latina presidido por ele e de que eu fazia parte. Tivemos oportuni-dade de estar juntos e conversar durante uma semana, em companhia de grandes nomes da literatura do nosso continente, Octavio Paz, Carlos Fuentes e tantos outros. Contou-me que uma vez chegou ao Brasil no dia do confisco do Collor. Voltou.
Depois de alguns anos sem ver-nos, em 2007, quando se lançou uma edição especial de Cem Anos de Solidão, recebi um volume por ele autografado: “Ao Amigo Sarney, um abraço do Gabo”.
Li algumas vezes Cem Anos de Solidão, Amor nos Tempos do Cólera e O Outono do Patriarca. Agora, vou ler de novo. É uma maneira de rejuvenescer e relembrar um homem genial, ícone do nosso tempo que me chamou de amigo.
Como dizia Rilke, o grande poeta, “todos os grandes homens já morreram”.