domingo, 29 de novembro de 2020

Campanha chega ao fim com Bolsonaro no centro dos debates e prefeito sem ser criticado

 

Edivaldo, ao lado da primeira-dama Camila Holanda, e do vice-prefeito, Julio Pinheiro, acompanha execução de obras na periferia de São Luís

Conjunto de obras deverá ser concluído pelo sucessor

AQUILES EMIR

A campanha para escolha do novo prefeito de São Luís chega ao fim com uma curiosidade: em todo o seu desenrolar, a pessoa menos citada foi o atual mandatório, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que desde o começo firmou posição de não deixar suas obras serem “contaminadas” por debates dos candidatos. Por agir assim, mereceu até elogios daquele que, todos imaginavam assim, seria seu maior crítico nesta disputa: Eduardo Braide (Podemos), que derrotou há quatro anos.

Por outro lado, o debate foi mais centrado no presidente Jair Bolsonaro, já que a estratégia dos aliados do governador Flávio Dino (PCdoB) seria rotular um ou mais candidatos de “bolsonarista” para que ele pudesse dizer ao Brasil que derrotou o presidente em sua terra. Seu candidato, Rubens Júnior (PCdoB), porém, ficou em quarto lugar.

No segundo turno, ficaram Eduardo Braide, que Dino carimbou com ligado a Bolsonaro, e Duarte Júnior, do Republicanos, filiado a uma legenda ligada ao presidente, mas apresentado como sendo de esquerda, só porque compôs a equipe do governo como presidente do Procon, enquanto Braide é apoiado pelo senador Roberto Rocha, que, mesmo sendo do PSDB de João Doria, é um dos maiores defensores do presidente no Maranhão.

Obras – Às vésperas de entrar num período de reclusão, que deve demorar pouco mais de um ano, até a eleição de 2022, quando deverá disputar novamente uma cadeira na Câmara Federal, o prefeito se esforçou para deixar um conjunto de obras urbanísticas em toda a cidade, principalmente praças, feiras, avenidas etc, Edivaldo tomou a decisão de não se envolver na disputa pela sua sucessão.

A maioria delas não ficará pronta até 31 de dezembro, seu último dia no Palácio La Ravardiere, mas dificilmente ficarão inconclusas, já que ambos os concorrentes desta segunda rodada dizem que darão continuidade a elas.

Edivaldo Holanda se elegeu pelo PSC e foi reeleito pelo PDT

Sem elogios – Por não declarar apoio a nenhum candidato, também não mereceu defesa entusiástica dos mais afinados com seu governo, que apenas insinuavam simpatia, apostando que lhes favorecia elogiar que tem mais de 50% de aprovação do seu governo.

No primeiro turno, embora seu partido, que esta há trinta anos no comando da capital, apoiasse o deputado Neto Evangelista (DEM), ele preferiu ficar de fora, e no segundo chegou-se a insinuar que iria, a pedido do governador Flávio Dino (PCdoB), contrariar sua legenda e declarar apoio a Duarte Júnior (Republicanos), o que não ocorreu.

Pela sua isenção, o prefeito foi elogiado pelo adversário Eduardo Braide, com quem teve um forte embate em 2016, no último debate na televisão, sexta-feira (27), na TV Mirante (Globo).

“Embora tenhamos nossas diferenças políticas, eu preciso reconhecer a postura correta que o prefeito tem tido nessa eleição, que não deixou que a estrutura da Prefeitura de São Luís e o dinheiro público sejam utilizados para fins eleitoreiros”, afirmou.

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