quarta-feira, 20 de março de 2013

Vice Isac filho toma posse amanha quinta em São Bento na Câmara de Vereadores


O vice prefeito Isac Filho vai tomar posse amanha quinta feita 21, à noite na Câmara de Vereadores de São Bento; em solenidade depois da seção do legislativo. O ato será simples e simbólico. Isac assumirá por 60 dias no lugar de Carrinho de João Muniz que se recupera de uma cirurgia no intestino no Hospital UDI em São Luis. Por recomendação medica e aconselhamento da família; pediram a Carrinho que se licenciasse e descansasse um pouco para que a sua recuperação seja feita de forma mais segura. Ainda no hospital Carrinho confirmou o desejo de passar e o ato foi assinado no leito da UTI na UDI. É meu vice, é meu amigo, tem se mostrado parceiro e eu tenho total confiança em Isac Filho, disse Carrinho. Para Isac filho não muda absolutamente nada e o governo seguirá no que foi planejado e tudo continuará dentro da mais absoluta normalidade. Essa interinidade mostra a nossa união pelas causas de São Bento e o que nós queremos é que Carrinho se recupere logo e volte ao trabalho, pois tem muita coisa pra ser feita em nossa terra e pela nossa gente. Disse Isac Filho.

Mercadinho Pinheirense é inaugurado em Pinheiro


O maior empreendimento do setor de atacado da região da Baixada foi inaugurado em Pinheiro. Entregue pelo empresários José de Ribamar Cabral, Zequinha, da sua família, de autoridades e muitos convidados que vieram da região, da Capital e de muitas partes do Brasil, na sua maioria grandes fornecedores e com um grande público que aguardava ansioso pela abertura das portas, do “Mercadinho Pinheirense”. Um investimento de mais de 7 milhões de reais que vai atender Pinheiro e a região da Baixada. Com uma gama de produtos para atender quase todos os seguimentos, o empreendimento possui restaurante, lanchonete, padaria, açougue totalmente equipado com carne de primeira e com preços que vão desde R$ 2.50, até R$20,00 reais. Segundo o proprietário Zequinha e sua esposa Sara, que desafiam quem venda mais barato a sexta básica no Maranhão ou no Nordeste, o grupo pinheirense sediado em Santa Luzia do Paruá hoje já atende 180 municípios do Maranhão e mais 31 municípios do Pará. O forte do grupo além da distribuição do atacado, os Mercadinhos já instalados em cinco municípios do Maranhão, alem de Pinheiro, Santa Luzia, Maranhãozinho, Zé Doca e Chapadinha, cresceram e se desenvolveram em tempo recorde, teem apenas 4 anos.  Zequinha que atendendo um pedido da sua mãe, começou a história dos Mercadinhos, se diz feliz e satisfeito.  A pecuária de corte é outra peça forte do grupo que abastece esses empreendimentos com carne de qualidade total. O grupo já garante hoje, cerca de quase 800 empregos diretos e milhares de indiretos e o objetivo é continuar investindo na região. Zequinha do Pinheirense, conformou a realização de um sonho: “o de voltar pra terra dos seus pais que também é a sua e retribui e ajudar no crescimento e desenvolvimento de Pinheiro”. “Vim para contribuir e pra ajudar a crescer e desenvolver essa terra que é da minha família e que é minha também”. Disse no seu discurso cheio de emoções.






COLUNA DO SARNEY: A bênção, papa Chico


O mundo inteiro viveu, nestas últimas semanas, voltado para a Basílica de São Pedro, onde, além dos homens e do espetáculo da mídia, pousava sobre as pedras, e não sobre as águas, como diz o Gênesis no relato da Criação, estava o espírito de Deus.
E ele se afirmou na escolha do homem encarregado por esse desígnio sobrenatural para dirigir a Igreja neste instante tão difícil e de tantas perplexidades e problemas, chegando mesmo o cardeal dom Cláudio Hummes,
esse velho sacerdote carregado de virtudes, dizer que “a Igreja não funciona mais” e criticar sua conduta, sua maneira de ser e até mesmo seus rituais, chegando à celebração da missa.
Ninguém esperava esse argentino de uma vida simples e cheia de exemplos tão humanos como o cardeal Jorge. O espírito de Deus não está sujeito à mídia nem às bolsas de apostas e, enquanto a especulação corria solta, eis que surge uma novidade para nós e não para os Seus planos.
E o escolhido não chega discutindo a pederastia nem o Banco Vaticano, mas dá o exemplo simples de usar a cruz de ferro e não a de ouro, ir ao balcão do seu modesto hotel e pagar a sua conta e escolher o nome de Francisco. Nada de grandes discussões filosóficas nem teológicas, mas as coisas simples e os males e pecados da vida cotidiana. É esta que está em confronto com a fé, quando o homem, mergulhado na busca do consumismo e do hedonismo, abandona sua própria razão de existir ao não meditar sobre a mais simples das indagações humanas: “De onde venho, para onde vou, o que sou e o que somos e o que serei?”
Como disse, também, dom Cláudio, seu nome já é uma encíclica. Essa escolha do nome Francisco é falar da pobreza, da dedicação da vida dos sacerdotes a Deus, de buscar o “caminho” do qual falou e não se apartar do Cristo. Ir ao povo mais humilde, como foi São Francisco, falando aos pássaros quando os homens não queriam ouvi-lo. Humanidade, espiritualidade, transcendência.
Também não passou despercebido que, na escolha do nome Francisco está uma mensagem de união. As ordens dos franciscanos e dos jesuítas foram sempre rivais. Os primeiros eram a igreja dos pobres e os segundos a dos iluminados, do conhecimento, do poder, dos meandros da política, chegando mesmo a rivalizar com o Papado, obrigando João Paulo II a chamar o Geral dos Jesuítas, o famoso padre Arrupe e, com aquele seu espírito forte de liderança, dizer: “Ajoelhe-se. Os jesuítas têm o voto de obediência ao papa. Cumpra”. E enquadrou-o, afastando-o da Teologia da Libertação.
Pois é o papa Francisco que agora une franciscanos e jesuítas para a mesma fé e mesma missão.
E como ele é muito popular em Buenos Aires, que não fique chocado quando vier ao Rio em julho próximo para a Jornada da Juventude e um carioca, desses do gingado mole, lhe pedir: “A bênção, papa Chico!”

sexta-feira, 15 de março de 2013

Barragem do Pericumã sem manutenção enfrenta sérios problemas estruturais


Em Pinheiro, a barragem do Rio Pericumã, enfrenta sérios problemas na estrutura. Ela foi inaugurada em 1982 e em 31 anos de funcionamento, nunca foi reformada. Sem manutenção adequada, a barragem que é considerada uma das maiores obras sociais da região, está entregue ao abandono.

A estrutura de ferro da obra está corroída pela ferrugem, gasta pelo tempo, comprometida pela falta de manutenção. Em uma das comportas, os cabos de aço responsáveis por movimentar as comportas quebraram há quase dois anos. As peças nunca foram trocadas e a comporta interditada.

A barragem foi construída no final dos anos 1970, pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS). A obra foi inaugurada com o objetivo de represar a água doce do Pericumã e impedir a invasão da água salgada.

O Rio Pericumã abastece a cidade de Pinheiro, uma das maiores da região, com mais de 70 mil pessoas. Ele também é utilizado para atividades como pesca de subsistência e na agricultura. A pescadora Maria Pereira mora a 20 metros das comportas e sabe a importância desta obra para as comunidades ribeirinhas. “É daqui do Pericumã que retiramos nossos alimentos, pegamos a água que utilizamos. Se não fosse a comporta, não sei nem o que seria da gente, porque para cá quase não temos emprego, não há terras para a gente trabalhar. Nós vivemos da pesca e se isso aqui secar, acabou tudo para nós”, conta.

Hoje a administração da barragem é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), com sede em Fortaleza. Mas na barragem não há um só funcionário do departamento para realizar a manutenção básica da obra. Para abrir as comportas, as próprias pessoas que moram próximas é que realizam a operação, como é o caso do serralheiro Antônio José Soares.

Problemas

Sem um técnico especializado ou manutenção, os problemas se acumulam. Todo o sistema de vedação das comportas, que deveria evitar a passagem da água do mar para o rio, está comprometido. Todo o material é o mesmo desde sua inauguração e não há perspectivas de quando o material, deteriorado pelo tempo, possa ser trocado. Em muitos trechos, já há vazamentos.

“Quando estas comportas foram inauguradas, ela operava com qualquer desnível de água. Hoje não se pode fazer isso. Se fizer com 20 centímetros de desnível, já é arriscado demais. Porque nas comportas que funcionam como barragem há um sistema de rodas que deslizava sobre um trilho e isso facilitava para que a borracha não ficasse totalmente pressionada. Como já houve um desgaste muito grande dessas rodas, a borracha fica totalmente pressionada e corre um sério risco de estourar, quebrar o concreto ou a roldana”, explicou o operador.

A lama também se acumula nas comportas e pode prejudicar sua abertura. Na barragem, nada funciona como deveria. Sem a manutenção devida, os motores e cabos de aço do sistema de içamento das comportas funcionam com menos de 50% de sua capacidade. “Nesses geradores é preciso fazer a troca de óleo a cada seis meses e já está indo para três, quatro anos que não é feito. O retificador de freio é acionado por uma placa. Como existem cinco comportas, você precisar tirar a placa de uma e colocar na outra para que funcione”, acrescentou Soares.

Vidraças quebradas, guarda-corpos também. Em alguns trechos a proteção foi improvisada com pedaços de madeira. A mesa que controla a abertura e fechamento das cinco comportas também tem problemas. Sem manutenção há cinco anos, há chaves travadas, por exemplo.

A barragem não tem sequer energia elétrica. A pequena subestação instalada no local há anos foi desativada por falta de pagamento da conta de luz. O motor que deveria gerar energia para mover as comportas também está parado.

A Prefeitura de Pinheiro encaminhou ofícios ao Dnocs e á Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sindra) comunicando os problemas e pedindo soluções. Se nada for feito, só resta aos ribeirinhos rezarem e torcerem para que o período de chuvas não seja tão intenso e que várias famílias não fiquem desabrigadas. “A nossa preocupação é essa. Quando o inverno chega isso aqui tudo fica alagado. Se encher e a comporta não forem aberta, o que poderemos fazer?”, indagou o pescador João Pereira.

De acordo com a assessoria do Dnocs, recentemente o departamento elaborou um plano de recuperação da barragem. No entanto, aguarda a liberação de recursos do governo federal para dar início aos trabalhos de reparos.

Falta de chuva prejudica plantio de milho e arroz em Pinheiro e região


A falta de chuvas atrasou o plantio do milho e do arroz na Baixada Maranhense. Em Pinheiro, o cultivo, que geralmente é feito nos meses de novembro e dezembro, só ocorreu recentemente.

Como choveram um pouco no início de janeiro, muitos lavradores se animaram e plantaram as sementes. Mas o problema é que as chuvas desapareceram e os produtores rurais já enfrentam os prejuízos.

Corregedor e juízes itam a Fazenda do Amor Misericordioso


Durante inspeção à Comarca de Pinheiro, o corregedor-geral da Justiça do Maranhão, Des. Cleones Carvalho Cunha teve a oportunidade de conhecer a Fazenda do Amor Misericordioso, um centro de recuperação para dependentes químicos criado pela Diocese de Pinheiro. Lá, 60 internos, voluntariamente, passam por tratamento gratuito, que dura nove meses.

“Fiquei bastante entusiasmado com o trabalho realizado pela Diocese de Pinheiro neste centro de tratamento. São 60 pessoas que buscaram ajuda voluntariamente e isso é muito significativo. Por isso o alto índice de recuperação. Só fica no centro quem quiser, não está lá obrigado”, destacou o corregedor Cleones Cunha.

O desembargador parabenizou o trabalho coordenado pelo padre João Luiz Mancini, que o acompanhou durante a visita às instalações da Fazenda do Amor Misericordioso. Segundo ele, é desenvolvido no local um programa que envolve “profunda espiritualidade à luz da Palavra de Deus, laborterapia rural, assistência psicológica, atividades educacionais, culturais e esportivas”. São realizados, também, atendimentos médico e odontológico.

Também participaram da visita os juízes Anderson Sobral, Júlio Prazeres e Lavínia Macedo, titulares, respectivamente, da 1ª e 2ª Varas e Juizado Especial Cível e Criminal.

De acordo com o padre Mancini, a Fazenda do Amor Misericordioso foi criada em 2005, com a ajuda da comunidade e de amigos italianos e alemães, o que possibilitou a aquisição do terreno, de 17 hectares, e construção do espaço físico. Atualmente, o centro de recuperação é mantido com a ajuda de famílias de internos que têm condições de ajudar e benfeitores de Pinheiro e de outras cidades.

O trabalho da Diocese de Pinheiro, por meio da Pastoral da Sobriedade, também é feito com foco na prevenção. São realizadas palestras e visitas à fazenda com a apresentação de testemunhos dos internos.

Médico indenizará famílias de jovens atropelados e mortos na barragem da Justina em Pinheiro


A Justiça determinou que um médico que atropelou e matou dois adolescentes terá que pagar R$ 54.500,00 de indenização por danos morais à mãe de cada um deles, além de pensão alimentícia mensal. A decisão é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, que manteve sentença do juiz da comarca de Pinheiro, Júlio Cesar Lima Praseres.

O caso aconteceu em Pinheiro, em outubro de 2007, quando os dois adolescentes, de 14 e 16 anos, trafegavam de bicicleta no acostamento da rodovia que liga Santa Helena a Pinheiro.
De acordo com o pedido das mães das vítimas, uma pescadora e uma lavradora, o médico estaria voltando de uma vaquejada, quando tentou ultrapassar um caminhão, atingindo uma motocicleta que trafegava em sentido contrário e, em seguida, a bicicleta com  os dois menores, que morreram no local.

O médico, que teria apresentado sinais visíveis de embriaguez, tendo sido encontradas garrafas de bebida no interior do veículo,  recorreu pedindo a exclusão ou diminuição da condenação, alegando que o valor seria exorbitante e injusto, que não foi o causador do acidente e não se recordaria de ter atingido os adolescentes.

A relatora do recurso, desembargadora Nelma Sarney considerou que a carga de provas apresentadas pelo médico  (boletim de ocorrência e depoimentos de testemunhas)  foram suficientes para demonstrar que os filhos das autoras morreram em decorrência do acidente causado por imprudência do médico, ao tentar fazer ultrapassagem indevida em uma curva.

Para desembargadora, o juiz agiu de forma correta ao julgar antecipadamente o processo, concluindo pela suficiência das provas. Ela concordou que os valores dos danos moral (R$ 54.500,00) e material (dois terços do salário mínimo até quando as vítimas completariam 25 anos de idade, reduzido para um terço do salário mínimo até quando completariam 65 anos) foram fixados conforme as peculiaridades do caso e de acordo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).