O vice prefeito Isac Filho vai tomar
posse amanha quinta feita 21, à noite na Câmara de Vereadores de São Bento; em
solenidade depois da seção do legislativo. O ato será simples e simbólico. Isac
assumirá por 60 dias no lugar de Carrinho de João Muniz que se recupera de uma
cirurgia no intestino no Hospital UDI em São Luis. Por recomendação medica e
aconselhamento da família; pediram a Carrinho que se licenciasse e descansasse
um pouco para que a sua recuperação seja feita de forma mais segura. Ainda no
hospital Carrinho confirmou o desejo de passar e o ato foi assinado no leito da
UTI na UDI. É meu vice, é meu amigo, tem se mostrado parceiro e eu tenho total
confiança em Isac Filho, disse Carrinho. Para Isac filho não muda absolutamente
nada e o governo seguirá no que foi planejado e tudo continuará dentro da mais
absoluta normalidade. Essa interinidade mostra a nossa união pelas causas de
São Bento e o que nós queremos é que Carrinho se recupere logo e volte ao
trabalho, pois tem muita coisa pra ser feita em nossa terra e pela nossa gente.
Disse Isac Filho.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Mercadinho Pinheirense é inaugurado em Pinheiro
O maior empreendimento do setor de
atacado da região da Baixada foi inaugurado em Pinheiro. Entregue pelo
empresários José de Ribamar Cabral, Zequinha, da sua família, de autoridades e
muitos convidados que vieram da região, da Capital e de muitas partes do
Brasil, na sua maioria grandes fornecedores e com um grande público que
aguardava ansioso pela abertura das portas, do “Mercadinho Pinheirense”. Um
investimento de mais de 7 milhões de reais que vai atender Pinheiro e a região
da Baixada. Com uma gama de produtos para atender quase todos os seguimentos, o
empreendimento possui restaurante, lanchonete, padaria, açougue totalmente
equipado com carne de primeira e com preços que vão desde R$ 2.50, até R$20,00
reais. Segundo o proprietário Zequinha e sua esposa Sara, que desafiam quem
venda mais barato a sexta básica no Maranhão ou no Nordeste, o grupo
pinheirense sediado em Santa Luzia do Paruá hoje já atende 180 municípios do
Maranhão e mais 31 municípios do Pará. O forte do grupo além da distribuição do
atacado, os Mercadinhos já instalados em cinco municípios do Maranhão, alem de
Pinheiro, Santa Luzia, Maranhãozinho, Zé Doca e Chapadinha, cresceram e se
desenvolveram em tempo recorde, teem apenas 4 anos. Zequinha que atendendo um pedido da sua mãe,
começou a história dos Mercadinhos, se diz feliz e satisfeito. A pecuária de corte é outra peça forte do
grupo que abastece esses empreendimentos com carne de qualidade total. O grupo
já garante hoje, cerca de quase 800 empregos diretos e milhares de indiretos e
o objetivo é continuar investindo na região. Zequinha do Pinheirense, conformou
a realização de um sonho: “o de voltar pra terra dos seus pais que também é a
sua e retribui e ajudar no crescimento e desenvolvimento de Pinheiro”. “Vim
para contribuir e pra ajudar a crescer e desenvolver essa terra que é da minha
família e que é minha também”. Disse no seu discurso cheio de emoções.
COLUNA DO SARNEY: A bênção, papa Chico
O mundo inteiro viveu, nestas últimas semanas,
voltado para a Basílica de São Pedro, onde, além dos homens e do espetáculo da
mídia, pousava sobre as pedras, e não sobre as águas, como diz o Gênesis no
relato da Criação, estava o espírito de Deus.
E ele se afirmou na escolha do homem encarregado
por esse desígnio sobrenatural para dirigir a Igreja neste instante tão difícil
e de tantas perplexidades e problemas, chegando mesmo o cardeal dom Cláudio
Hummes,
esse velho sacerdote carregado de virtudes, dizer
que “a Igreja não funciona mais” e criticar sua conduta, sua maneira de ser e
até mesmo seus rituais, chegando à celebração da missa.
E o escolhido não chega discutindo a pederastia nem o Banco Vaticano, mas dá o exemplo simples de usar a cruz de ferro e não a de ouro, ir ao balcão do seu modesto hotel e pagar a sua conta e escolher o nome de Francisco. Nada de grandes discussões filosóficas nem teológicas, mas as coisas simples e os males e pecados da vida cotidiana. É esta que está em confronto com a fé, quando o homem, mergulhado na busca do consumismo e do hedonismo, abandona sua própria razão de existir ao não meditar sobre a mais simples das indagações humanas: “De onde venho, para onde vou, o que sou e o que somos e o que serei?”
Como disse, também, dom Cláudio, seu nome já é uma encíclica. Essa escolha do nome Francisco é falar da pobreza, da dedicação da vida dos sacerdotes a Deus, de buscar o “caminho” do qual falou e não se apartar do Cristo. Ir ao povo mais humilde, como foi São Francisco, falando aos pássaros quando os homens não queriam ouvi-lo. Humanidade, espiritualidade, transcendência.
Também não passou despercebido que, na escolha do nome Francisco está uma mensagem de união. As ordens dos franciscanos e dos jesuítas foram sempre rivais. Os primeiros eram a igreja dos pobres e os segundos a dos iluminados, do conhecimento, do poder, dos meandros da política, chegando mesmo a rivalizar com o Papado, obrigando João Paulo II a chamar o Geral dos Jesuítas, o famoso padre Arrupe e, com aquele seu espírito forte de liderança, dizer: “Ajoelhe-se. Os jesuítas têm o voto de obediência ao papa. Cumpra”. E enquadrou-o, afastando-o da Teologia da Libertação.
Pois é o papa Francisco que agora une franciscanos e jesuítas para a mesma fé e mesma missão.
E como ele é muito popular em
Buenos Aires, que não fique chocado quando vier ao Rio em julho próximo para a
Jornada da Juventude e um carioca, desses do gingado mole, lhe pedir: “A
bênção, papa Chico!”
sexta-feira, 15 de março de 2013
Barragem do Pericumã sem manutenção enfrenta sérios problemas estruturais
Em Pinheiro,
a barragem do Rio Pericumã, enfrenta sérios problemas na estrutura. Ela foi
inaugurada em 1982 e em 31 anos de funcionamento, nunca foi reformada. Sem
manutenção adequada, a barragem que é considerada uma das maiores obras sociais
da região, está entregue ao abandono.
A estrutura de ferro da obra está corroída pela
ferrugem, gasta pelo tempo, comprometida pela falta de manutenção. Em uma das
comportas, os cabos de aço responsáveis por movimentar as comportas quebraram
há quase dois anos. As peças nunca foram trocadas e a comporta interditada.
A barragem foi construída no final dos anos 1970,
pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS). A obra foi
inaugurada com o objetivo de represar a água doce do Pericumã e impedir a
invasão da água salgada.
O Rio Pericumã abastece a cidade de Pinheiro, uma
das maiores da região, com mais de 70 mil pessoas. Ele também é utilizado para
atividades como pesca de subsistência e na agricultura. A pescadora Maria Pereira
mora a 20 metros das comportas e sabe a importância desta obra para as
comunidades ribeirinhas. “É daqui do Pericumã que retiramos nossos alimentos,
pegamos a água que utilizamos. Se não fosse a comporta, não sei nem o que seria
da gente, porque para cá quase não temos emprego, não há terras para a gente
trabalhar. Nós vivemos da pesca e se isso aqui secar, acabou tudo para nós”,
conta.
Hoje a administração da barragem é de
responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), com
sede em Fortaleza. Mas na barragem não há um só funcionário do departamento
para realizar a manutenção básica da obra. Para abrir as comportas, as próprias
pessoas que moram próximas é que realizam a operação, como é o caso do
serralheiro Antônio José Soares.
Problemas
Sem um técnico especializado ou manutenção, os problemas se acumulam. Todo o sistema de vedação das comportas, que deveria evitar a passagem da água do mar para o rio, está comprometido. Todo o material é o mesmo desde sua inauguração e não há perspectivas de quando o material, deteriorado pelo tempo, possa ser trocado. Em muitos trechos, já há vazamentos.
“Quando estas comportas foram inauguradas, ela
operava com qualquer desnível de água. Hoje não se pode fazer isso. Se fizer
com 20 centímetros de desnível, já é arriscado demais. Porque nas comportas que
funcionam como barragem há um sistema de rodas que deslizava sobre um trilho e
isso facilitava para que a borracha não ficasse totalmente pressionada. Como já
houve um desgaste muito grande dessas rodas, a borracha fica totalmente
pressionada e corre um sério risco de estourar, quebrar o concreto ou a
roldana”, explicou o operador.
A lama também se acumula nas comportas e pode
prejudicar sua abertura. Na barragem, nada funciona como deveria. Sem a
manutenção devida, os motores e cabos de aço do sistema de içamento das
comportas funcionam com menos de 50% de sua capacidade. “Nesses geradores é
preciso fazer a troca de óleo a cada seis meses e já está indo para três,
quatro anos que não é feito. O retificador de freio é acionado por uma placa.
Como existem cinco comportas, você precisar tirar a placa de uma e colocar na
outra para que funcione”, acrescentou Soares.
Vidraças quebradas, guarda-corpos também. Em alguns
trechos a proteção foi improvisada com pedaços de madeira. A mesa que controla
a abertura e fechamento das cinco comportas também tem problemas. Sem
manutenção há cinco anos, há chaves travadas, por exemplo.
A barragem não tem sequer energia elétrica. A
pequena subestação instalada no local há anos foi desativada por falta de
pagamento da conta de luz. O motor que deveria gerar energia para mover as
comportas também está parado.
A Prefeitura de Pinheiro encaminhou ofícios ao
Dnocs e á Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sindra) comunicando os
problemas e pedindo soluções. Se nada for feito, só resta aos ribeirinhos
rezarem e torcerem para que o período de chuvas não seja tão intenso e que
várias famílias não fiquem desabrigadas. “A nossa preocupação é essa. Quando o inverno
chega isso aqui tudo fica alagado. Se encher e a comporta não forem aberta, o
que poderemos fazer?”, indagou o pescador João Pereira.
De acordo com a assessoria do Dnocs, recentemente o
departamento elaborou um plano de recuperação da barragem. No entanto, aguarda
a liberação de recursos do governo federal para dar início aos trabalhos de
reparos.
Falta de chuva prejudica plantio de milho e arroz em Pinheiro e região
A falta de chuvas atrasou o plantio do milho e do
arroz na Baixada Maranhense. Em Pinheiro,
o cultivo, que geralmente é feito nos meses de novembro e dezembro, só ocorreu
recentemente.
Como choveram um pouco no início de janeiro, muitos
lavradores se animaram e plantaram as sementes. Mas o problema é que as chuvas
desapareceram e os produtores rurais já enfrentam os prejuízos.
Corregedor e juízes itam a Fazenda do Amor Misericordioso
Durante inspeção à Comarca de Pinheiro, o
corregedor-geral da Justiça do Maranhão, Des. Cleones Carvalho Cunha teve a
oportunidade de conhecer a Fazenda do Amor Misericordioso, um centro de
recuperação para dependentes químicos criado pela Diocese de Pinheiro. Lá, 60
internos, voluntariamente, passam por tratamento gratuito, que dura nove meses.
“Fiquei bastante entusiasmado com o trabalho
realizado pela Diocese de Pinheiro neste centro de tratamento. São 60 pessoas
que buscaram ajuda voluntariamente e isso é muito significativo. Por isso o
alto índice de recuperação. Só fica no centro quem quiser, não está lá
obrigado”, destacou o corregedor Cleones Cunha.
O desembargador parabenizou o trabalho coordenado
pelo padre João Luiz Mancini, que o acompanhou durante a visita às instalações
da Fazenda do Amor Misericordioso. Segundo ele, é desenvolvido no local um
programa que envolve “profunda espiritualidade à luz da Palavra de Deus,
laborterapia rural, assistência psicológica, atividades educacionais, culturais
e esportivas”. São realizados, também, atendimentos médico e odontológico.
Também participaram da visita os juízes Anderson
Sobral, Júlio Prazeres e Lavínia Macedo, titulares, respectivamente, da 1ª e 2ª
Varas e Juizado Especial Cível e Criminal.
De acordo com o padre Mancini, a Fazenda do Amor
Misericordioso foi criada em 2005, com a ajuda da comunidade e de amigos
italianos e alemães, o que possibilitou a aquisição do terreno, de 17 hectares,
e construção do espaço físico. Atualmente, o centro de recuperação é mantido
com a ajuda de famílias de internos que têm condições de ajudar e benfeitores
de Pinheiro e de outras cidades.
O trabalho da Diocese de Pinheiro, por meio da
Pastoral da Sobriedade, também é feito com foco na prevenção. São realizadas
palestras e visitas à fazenda com a apresentação de testemunhos dos internos.
Médico indenizará famílias de jovens atropelados e mortos na barragem da Justina em Pinheiro
A Justiça determinou que um médico que atropelou e
matou dois adolescentes terá que pagar R$ 54.500,00 de indenização por danos
morais à mãe de cada um deles, além de pensão alimentícia mensal. A decisão é
da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão, que manteve
sentença do juiz da comarca de Pinheiro, Júlio Cesar Lima Praseres.
O caso aconteceu em Pinheiro, em outubro de 2007,
quando os dois adolescentes, de 14 e 16 anos, trafegavam de bicicleta no
acostamento da rodovia que liga Santa Helena a Pinheiro.
De acordo com o pedido das mães das vítimas, uma
pescadora e uma lavradora, o médico estaria voltando de uma vaquejada, quando
tentou ultrapassar um caminhão, atingindo uma motocicleta que trafegava em
sentido contrário e, em seguida, a bicicleta com os dois menores, que
morreram no local.
O médico, que teria apresentado sinais visíveis de
embriaguez, tendo sido encontradas garrafas de bebida no interior do
veículo, recorreu pedindo a exclusão ou diminuição da condenação,
alegando que o valor seria exorbitante e injusto, que não foi o causador do
acidente e não se recordaria de ter atingido os adolescentes.
A relatora do recurso, desembargadora Nelma Sarney
considerou que a carga de provas apresentadas pelo médico (boletim de
ocorrência e depoimentos de testemunhas) foram suficientes para
demonstrar que os filhos das autoras morreram em decorrência do acidente
causado por imprudência do médico, ao tentar fazer ultrapassagem indevida em
uma curva.
Para
desembargadora, o juiz agiu de forma correta ao julgar antecipadamente o
processo, concluindo pela suficiência das provas. Ela concordou que os valores
dos danos moral (R$ 54.500,00) e material (dois terços do salário mínimo até
quando as vítimas completariam 25 anos de idade, reduzido para um terço do
salário mínimo até quando completariam 65 anos) foram fixados conforme as peculiaridades
do caso e de acordo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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