segunda-feira, 24 de março de 2025

Bequimão pagou mais de R$ 2 milhões por desvios da gestão Leonardo Cantanhede, mas o filho do ex-prefeito ainda chora de saudade dessa época do atraso

Até 2022, a Prefeitura de Bequimão foi obrigada a pagar mais de R$ 2 milhões em parcelamento de precatórios como punição pelos desvios de recursos públicos cometidos na gestão do ex-prefeito Leonardo Cantanhede. Esse prejuízo financeiro, que impactou diretamente os cofres municipais, poderia muito bem ter sido usado para investimentos nas áreas que o filho do ex-prefeito, César Cantanhede, ainda tem a audácia de querer criticar.

Viúvo da era em que o transporte escolar era feito em paus de arara, César tenta emergir do esquecimento e da rejeição popular, que já se arrastam por quatro pleitos consecutivos. No entanto, é impossível esquecer que ele integrou uma gestão marcada pelo uso irresponsável de um único ônibus escolar para transportar estudantes — veículo que acabou sucateado, abandonado em uma rua do município e até mesmo sem os pneus.

Felizmente, esse atraso na educação de Bequimão ficou no passado. O atual prefeito, Zé Martins, eliminou o uso de paus de arara e, somando com a gestão de João Martins, conseguiu a adquirir 11 ônibus escolares, além de alugar outros veículos para garantir um transporte seguro e digno para os estudantes. No início deste ano letivo, a administração do prefeito Zé Martins iniciou um cronograma de manutenção dos veículos, assegurandoque, mês a mês, a frota esteja em plenas condições de uso, priorizando a segurança dos alunos.

Zé Martins com 7 dos ônibus escolares adquiridos em suas gestões. A frota será toda recuperada

Enquanto a gestão municipal trabalha para oferecer melhores condições à população, críticas infundadas continuam surgindo. O filho do ex-prefeito que desviou mais de R$ 2 milhões opina sobre gestão pública sem sequer entender que 70% dos recursos do FUNDEB são destinados ao pagamento de pessoal, restando apenas 30%, para serem usados em outras despesas da educação, como manutenção de escolas, compra de materiais e investimentos em infraestrutura. Uma gestão responsável precisa equilibrar esses recursos para manter os serviços essenciais funcionando.

César de Leonardo deve estar preocupado em tentar recuperar os eleitores que ele viu minguar nas últimas eleições. Ele desistiu de concorrer em 2020, nas eleições municipais. No pleito para deputado, César, o fracassado dos Cantanhede, apoiou 3 candidatos (Lobão Filho, Júnior Cascaria e Júnior Lourenço), mas somando não conseguiu reunir 200 votos. Comenta-se, em Bequimão, que um deles até hoje tenta reaver os valores enviados para a campanha.

Relembre o caso da Funasa

Durante a gestão do ex-prefeito Leonardo Cantanhede, a Prefeitura de Bequimão firmou convênio com a Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) para a construção de aterros sanitários no município. Na época, a empresa Stac Engenharia Ltda (CNPJ: 03.319.331/0001-87) venceu a licitação, recebeu os recursos destinados à obra, mas executou apenas escavações superficiais e deixou o projeto inacabado, desaparecendo com a verba pública.

Buraco deixado por Leonardo Cantanhede no local onde deveria ter sido feitas as obras com recursos da Funasa

Tendo em vista essas irregularidades, a Justiça ingressou com uma Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa na 5ª Vara Federal, investigando desvios de recursos dos Convênios Nº 340/2000, 341/2000, Nº 342/2000 e Nº 2350/2000, firmados com a Funasa. O convênio 340/2000, por exemplo, previa melhorias sanitárias para os domicílios de Bequimão, mas, segundo a Justiça, os serviços nunca foram concluídos, apesar do repasse integral dos recursos.

O caso Farol da Educação

Em 2016, a prefeitura também foi obrigada a pagar R$ 405.310,32 em precatórios devido a desvios de recursos do programa Farol da Educação. O ex-prefeito Leonardo Cantanhede, que foi cassado em 2004, nunca explicou para onde foram os recursos destinados a construir o Farol. Ele não concluiu a obra, não deixou dinheiro no caixa da Prefeitura, não prestou contas da utilização do recurso e nem ao menos deixou documentos para a gestão que o sucedeu. O Estado do Maranhão, então, pediu o ressarcimento do valor repassado pelo convênio 132/2002-GDH.

 

Farol abandonado por Leonardo Cantanhede

Em 01 de setembro de 2003, o ex-prefeito Leonardo Cantanhede foi notificado para apresentar justificativa por não ter concluído a construção do Farol, mas também deixou de prestar esclarecimentos. Na administração do ex-prefeito Antônio Diniz, o Estado apelou e o Ministério Público deu parecer pedindo a anulação da decisão de extinguir o processo. Em 2012, no final do mandato de Diniz, a dívida já somava R$ 358.397,17. A Procuradoria do Estado ingressou com uma ação pedindo a execução da sentença.

Antônio Diniz foi citado pessoalmente pela oficiala de justiça, no dia 24 de outubro de 2012, mas ele também deixou de tomar providências e não apresentou embargos à ação. O Estado do Maranhão, por fim, solicitou a formalização do precatório referente à dívida, que já atinge quase três vezes o valor recebido por Leonardo Cantanhede.

Por causa da má utilização de dinheiro público pelo ex-prefeito Leonardo Cantanhede e da falta de responsabilidade do ex-prefeito Antônio Diniz, que deixou de acompanhar o processo, o município de Bequimão teve mais esse prejuízo de quase R$ 500 mil.

Para os perdedores, que deixaram o município afundado em dívidas e sucateamento, resta o choro e a lembrança do povo, que continua recordando, de forma viva, a maneira como a educação e outras áreas foram arruinadas por esse grupo político.

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