
e Edivaldo Jr. no ato de lançamento
de Pedro Lucas Fernandes ao Senado
“Não quiseram que eu fosse senador. Porque eles diziam o seguinte: se sair do Governo vai ser preso. Ameaça para todo lado. Tem que fazer o que a gente quer. Eu fiquei esperando ser preso”.
A declaração, feita em tom de desabafo, e que causou impacto no meio político, partiu do governador Carlos Brandão (MDB), ontem à noite, em São Luís, num duro discurso que fez no ato de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas (União) ao Senado, um projeto para o qual foi decisivo. No ato político, realizado numa casa de festas no Olho D`Água, o governador reafirmou total apoio ao parlamentar, deixando claro que sua preferência por seu nome vem de longe. Só agora confirmado pré-candidato ao Senado, após meses de expectativa, Pedro Lucas Fernandes entra na corrida fazendo dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, também aliado de Orleans Brandão
Na linha do governador Carlos Brandão, Orleans Brandão (MDB), pré-candidato a governador pela aliança governista, reafirmou seu apoio total ao projeto senatorial de Pedro Lucas Fernandes, que conta com o aval da cúpula nacional do União Brasil.
A grande festa, que levou à casa de festas diversos prefeitos de diversas regiões e vários vereadores de São Luís e do interior, foi marcada pelas fortes declarações do governador Carlos Brandão, segundo as quais ele teria sofrido ameaças de prisão, caso deixasse o Governo para ser candidato a senador. Sem citar nomes, referindo-se apenas a “eles”, o governador disse que diante de tais ameaças decidiu permanecer no Governo, abrindo mão de ser candidato a senador.
– Eu fiquei esperando ser preso. Sabem por quê? Porque eu tenho consciência de que só fiz o bem para esse Maranhão. E não é ameaça que vai me tirar do Governo. Preferi ficar na cadeira até o fim. Poderia ser senador, mas se eu fosse senador, eu estaria pensando só no Brandão. Eu pensei no grupo, na continuidade, com Orleans – declarou o governador Carlos Brandão em tom de desabafo.
Sob o impacto das declarações do governador Carlos Brandão, que foi aplaudido pelos presentes, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes confirmou a sua pré-candidatura a senador, e justificou a decisão argumentando que sempre esteve ao lado do governador Carlos Brandão, tendo acompanhado de perto os investimentos feitos pelo Governo de orientação municipalista. E destacou os investimentos do Governo estadual em São Luís, que na sua opinião melhoraram a vida em São Luís e no Maranhão como um todo.
– A partir de agora, eu vou propagar as obras que esse Governo fez em todo o Maranhão, e que nós vamos continuar com Orleans Brandão – declarou, enfático, Pedro Lucas Fernandes, afirmando que vai trabalhar incansavelmente para que ele e seu grupo vençam as eleições. Na sua avaliação, Carlos Brandão faz “o maior governo municipalista da história do Maranhão”. Para ele, no campo político o mandatário “fez boa escolha”, e que, se depender do seu trabalho de campanha, o emedebista será eleito, “e fará um grande Governo”.
O ato também confirmou a pré-candidatura de Paulo Casé (União), ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social e irmão de Pedro Lucas, para a Câmara Federal. Essa confirmação reforça a especulação de que um acordo garantiu um acordo dos Fernandes com os Sarney, de modo que as bases eleitorais articuladas por Paulo Casé serão repassadas a um membro da família candidato à Assembleia Legislativa.
O ato reuniu mais de duas mil pessoas, entre elas prefeitos, deputados estaduais e vereadores – alguns de São Luís.
PONTO & CONTRAPONTO
Especulações apontam crise entre Pedro Lucas e André Fufuca, mas a lógica sugere um acordo
O lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) ao Senado engrossou duas especulações que agitaram o meio político ontem. A primeira dando conta de que o comando nacional do Avante poderá retirar a legenda do controle do deputado federal Duarte Jr.. E a outra dando conta de uma guerra entre os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP) dentro da Federação União Progressista (União/PP).
Em relação ao deputado federal Duarte Jr., a especulação espalhou que um complô, armado por dois pré-candidatos ao Senado, estaria em curso para prejudica-lo junto ao comando nacional do Avante, partido que preside provisoriamente no Maranhão. A especulação não faz muito sentido porque dificilmente um partido como o Avante abriria mão de um filiado que é deputado federal com poder de fogo para chegar ao Senado.
A suposta situação de conflito entre candidatos a senador estaria se dando entre o deputado federal Pedro Lucas Fernandes e o deputado federal e André Fufuca. Especuladores espalharam que um dos dois será prejudicado com um improvável posicionamento preferencial da Federação União Progressista no Maranhão.
É verdade que o presidente do União e da Federação, António Rueda, foi o responsável pela indicação de Pedro Lucas Fernandes. Mas é verdade também que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), deu aval integral ao projeto de candidatura de André Fufuca.
A lógica política sugere que o mais provável será um grande acordo que salve as duas candidaturas, de modo que o embate seja resolvido nas urnas.
Pesquisa Inop, feita há um mês, e só ontem divulgada, apontou tendência de dois turnos
Mais uma batalha na guerra das pesquisas sobre a corrida ao Governo do Maranhão foi marcada ontem por um fato inusitado: a divulgação de uma pesquisa do instituto Inop, contratada pelo Jornal Pequeno e realizada há um mês, com os seguintes números: Eduardo Braide (PSD) aparece com 46,43% contra 43,51% de Orleans Brandão, seguidos do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 4,72%, André Luís (Missão) com 0,84% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,15% – o Inop não informou a posição do pré-candidato do PSTU, Saulo Arcangeli.
Os números do Inop remeteram a disputa para um segundo turno, no qual Eduardo Braide seria eleito governador com 48,39% contra 45,43% de Orleans Brandão.
A pesquisa Inop tem um problema insanável, que a torna inócua: ela foi realizada entre os dias 12 e 20 de junho, há um mês, portanto. Estava retida na Justiça Eleitoral e sua divulgação só foi autorizada ontem. Ou seja, sua divulgação tardia tira completamente o sentido da sua existência como referência para a corrida em curso pelo comando político e administrativo do Maranhão.
Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.604 eleitores entre os dias 12 e 20 de junho, tem margem de erro de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00550/2026.
São Luís, 17 de Julho de 2026.

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) julgou improcedente representação do PSTU e autorizou a divulgação da pesquisa INOP que aponta empate técnico entre os pré-candidatos Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Brasil (PSD) para o governo do Maranhão. Em cenário espontâneo, o levantamento encomendado pelo Jornal Pequeno traz Orleans com 32,41% das intenções de voto, grudado em Braide, que tem 32,68%. Também foram citados Felipe Camarão (2.38%), Carlos Brandão (0,31%), André Luís (0,15%), Lahesio Bonfim (0,15%) e Roseana Sarney (0,04%).











