A amizade foi seu leito derradeiro, a oração sua última respiração. No seu cortejo, caminharam a gratidão e o reconhecimento: foi missionário do Sagrado Coração.
A vida é breve, mas o exemplo é duradouro. Padre Luigi Risso soube transformar o instante em eternidade: cada gesto seu foi pedra lançada no edifício da fé, cada palavra, chama que ilumina ainda hoje.
Homem de energia e disciplina, duro na queda, resolutivo no agir, não se deixou vencer pelo cansaço.
Sua força era pragmática, mas sua ternura surpreendia: com as crianças, era suavidade; com os adultos, firmeza. Assim conciliava extremos — vigor e doçura, trabalho e afeto.
A morte não o apagou, apenas o transfigurou em memória, o que era ação tornou-se legado: permanece nos templos que ergueu, nas almas que guiou, nos corações que tocou.
Quatro anos depois, sua ausência é apenas aparência. Ele vive como rio que nos atravessa e refrigera com seu exemplo de integridade, fé e verdade. Quem se doa por inteiro não morre: permanece, porque a eternidade é feita daquilo que se entrega.

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