A decisão do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) de reprovar as contas de Luciano Genésio, referentes ao ano de 2020, não é apenas um detalhe técnico da burocracia pública. Trata-se de mais um capítulo que reforça as fragilidades administrativas de uma gestão marcada por questionamentos, denúncias e desequilíbrio fiscal.
O parecer do TCE-MA aponta irregularidades graves, especialmente no acúmulo de despesas sem respaldo financeiro e no descumprimento de obrigações legais. Na prática, isso significa que o município de Pinheiro foi deixado com um passivo elevado, resultado de uma condução que ignorou princípios básicos da responsabilidade fiscal.
A consequência política é direta: com as contas reprovadas, Luciano Genésio pode se enquadrar na Lei da Ficha Limpa, ficando inelegível até 2034, caso a Justiça Eleitoral confirme o entendimento no momento de um eventual pedido de candidatura. Para um político que ainda tenta se manter relevante no cenário local, o impacto é pesado.
Mais do que uma punição individual, a decisão do TCE-MA acende um alerta sobre como gestões irresponsáveis cobram seu preço — não apenas do gestor, mas principalmente da população, que acaba pagando a conta de erros administrativos com menos investimentos, serviços precários e instabilidade institucional.
Até agora, o ex-prefeito não apresentou uma resposta pública consistente capaz de rebater os pontos levantados pelo Tribunal. O silêncio, nesse contexto, acaba falando alto e reforça a percepção de que a reprovação não foi um simples acaso, mas o reflexo de uma administração que deixou muito a desejar.
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