quinta-feira, 10 de setembro de 2026

FISCALIZAÇÃO OU PERSEGUIÇÃO POLÍTICA?


Um episódio ocorrido ontem em Pinheiro coloca uma questão importante no debate eleitoral: a Prefeitura está apenas fiscalizando o patrimônio público ou seus órgãos estão sendo utilizados de maneira seletiva durante a campanha?

Nesta quarta-feira, 9 de setembro, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação expediu a Notificação Administrativa nº 17/2026, dirigida ao Partido Liberal, em razão de um bandeiraço realizado na Rua Grande.

De acordo com o documento, participantes do ato teriam ocupado áreas do canteiro central e de jardinagem, ocasionando danos à vegetação ou à estrutura paisagística.

A Prefeitura determinou que integrantes da campanha não permaneçam sobre jardins e canteiros de maneira capaz de provocar danos e advertiu que eventual descumprimento ou reincidência poderá ser encaminhado à Justiça Eleitoral.

Preservar o patrimônio público é obrigação de todos. Isso não está em discussão.

A questão é outra: essa fiscalização está sendo feita da mesma maneira com todas as campanhas?


Os candidatos aliados do prefeito, Leonardo Sá, Fábio Macedo e Othelino Neto estão tendo o mesmo tratamento?

Porque a lei não pode valer apenas para adversários de quem ocupa a Prefeitura.

Se outros candidatos realizarem bandeiraços, caminhadas ou manifestações nos mesmos locais, receberão o mesmo tratamento?

Quantas campanhas já foram fiscalizadas?

Quantas notificações semelhantes foram expedidas? Apresentem aqui, órgãos competentes, tais documentos.

Existem registros contra grupos políticos ligados à própria administração municipal?

São perguntas objetivas, que podem ser respondidas objetivamente.

E existe uma maneira muito simples de acabar com qualquer suspeita: a Prefeitura pode tornar públicas todas as notificações eleitorais expedidas e demonstrar que está utilizando exatamente o mesmo critério para todos.

Se todos estiverem sendo fiscalizados igualmente, estará demonstrado o exercício regular da administração.

Sabemos que atos equivalentes estão acontecendo sem qualquer providência e apenas determinados grupos políticos estão sendo alvo da máquina administrativa, e isso revela um problema muito mais grave a ser esclarecido.

O patrimônio público pertence à população de Pinheiro.

E a Prefeitura também.

Nenhuma secretaria municipal pode funcionar como extensão de uma campanha eleitoral, seja para beneficiar aliados, seja para dificultar a atividade dos adversários.

Por isso, ficam as perguntas:

A mesma regra estão sendo aplicada a todos?

Os aliados do prefeito também estão sendo cobrados com o mesmo rigor?

Os eventos do candidato Leonardo Sá, cujo irmão é Secretário de Saúde da prefeitura de Pinheiro, está recebendo o mesmo tratamento rigoroso?

E a Prefeitura, está disposta a apresentar publicamente essas informações?

Este programa deixa o espaço aberto para que a administração municipal responda, porque democracia exige fiscalização sim, mas exige também impessoalidade, transparência e igualdade de tratamento.

E em período eleitoral, mais do que nunca, regra pública tem que ser regra para todos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário