
A política de Turiaçu ganhou mais um capítulo turbulento nesta semana. Pela segunda vez, a chapa formada pelo prefeito Edésio João Cavalcanti e pelo vice-prefeito Adonilson Alves Rabelo sofreu uma decisão de cassação na Justiça Eleitoral.
A nova sentença, proferida no processo nº 0600241-77.2024.6.10.0039, reconheceu a prática de condutas vedadas e abuso de poder político relacionados à distribuição de peixes durante a Semana Santa de 2024, determinando a cassação dos diplomas dos investigados, a inelegibilidade por oito anos e a realização de novas eleições.
O que mais chama atenção é que a defesa do grupo político de Edésio Cavalcanti, foi conduzida por uma verdadeira força-tarefa jurídica. Somente no processo aparecem diversos advogados atuando em favor dos investigados. Ainda assim, os argumentos apresentados não convenceram a Justiça, que considerou válidas as fotografias, vídeos, depoimentos testemunhais e documentos produzidos ao longo da instrução.
Na sentença, o magistrado rejeitou a tese de que as provas digitais seriam inválidas por falta de autenticação específica. Para o juiz, a defesa levantou questionamentos genéricos, sem apresentar elementos concretos capazes de demonstrar manipulação ou adulteração do material apresentado nos autos.
Outro ponto que pesou na decisão foi a constatação de que a distribuição de peixes ocorreu com recursos públicos em ano eleitoral sem a comprovação de programa social instituído por lei específica, exigência prevista na legislação eleitoral. O aumento expressivo dos gastos com a aquisição de pescado nos últimos anos também foi destacado pelo magistrado como elemento relevante para a análise do caso.
A nova condenação aprofunda o desgaste político da atual gestão e reforça um cenário que se torna cada vez mais delicado para o grupo governista. Afinal, uma cassação já seria motivo de preocupação. Duas cassações colocam a administração municipal diante de uma crise jurídica e política difícil de ignorar.
Veja o processo!
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